Estudo analisa os riscos de mudanças climáticas no Brasil e limites à adaptação

Em sua apresentação, os pesquisadores alertam para o fato de que vastas regiões do Brasil poderão se tornar perigosas para a população caso o aquecimento global ultrapasse o limite extremo de 4ºC em relação à era pré-industrial. Nessas áreas, a temperatura média pode atingir os 30ºC – o dobro da média do planeta hoje –, elevando o risco de mortalidade por calor, especialmente entre crianças e idosos.
Temperaturas máximas superiores à capacidade de adaptação do organismo humano reduzirão a produtividade do trabalho em setores como a agricultura e a construção civil. Em algumas regiões, o calor e as mudanças no regime de chuvas farão crescer a incidência de doenças. Além de impactos para a saúde humana, níveis altos de aquecimento podem aumentar o risco de eventos extremos e mesmo catastróficos, como a extinção de espécies; reduzir a disponibilidade de água e eletricidade para a população; e causar impactos sérios sobre a produção de alimentos, limitando a área de cultivo de arroz e feijão. Num cenário de alta emissão de gases de efeito estufa, o país tem probabilidade alta (maior que 70%) de sofrer um aquecimento superior a 4ºC antes do fim deste século.
O objetivo deste estudo é mapear cenários de aumento extremo de temperatura no Brasil e seus impactos em quatro setores-chave: agricultura, saúde, biodiversidade e energia. Isso foi feito por meio de uma minuciosa revisão de literatura e projeções climáticas, incluindo estimativas dos riscos relativos. Este sumário, que resume o estado-da-arte do conhecimento sobre o tema, busca fornecer aos tomadores de decisão ferramentas para a análise de risco: eventos de baixa probabilidade de ocorrência, mas de consequências significativas, precisam ser compreendidos e incorporados ao planejamento de políticas públicas.
Confira aqui a íntegra do documento.

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