Roda de conversa sobre os perigos do fracking mobiliza participantes de evento multicultural em Curitiba

No último sábado, 18, aconteceu em Curitiba uma roda de conversa para falar do fracking e os perigos para as águas, o solo, o ar e para todos os ecossistemas as estratégias para evitar que o faturamento hidráulico chegar no Brasil.

Articulada pela Coesus – Coalizão Não Fracking Brasil, 350.org Brasil, Projeto Rios Marginais, EPA! e o Salvemos o Bosque da Casa Gomm, o evento ‘Sábado Multicultural” foi mais uma ação da Campanha Não Fracking Brasil, que tem por objetivo informar às pessoas sobre esta ameaça que paira sobre o país.

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Conduzida pela representante da Coesus, Bernadete Brandão, e com a mediação de Newton Goto, a conversa sob a perspectiva do fracking contou com a participação de 35 pessoas, entre pais e mãe, professores universitários, empresários e artistas.

“Após uma reflexão sobre os bens comuns, o valor da água, do solo e do ar, introduzimos a realidade do fracking, o que representa, os interesses de grandes corporações e os malefícios do fraturamento hidráulico”, disse Bernadete.

Segundo ela, “todos, sem exceção, se sentiram chamados a acompanhar a campanha contra o fracking e agir, na forma de novos encontros, provocando o assunto junto a sua rede de amigos e profissional”. Como resultado dessa conversa, já há a expectativa de um novo evento num espaço semelhante, que é a Praça de Bolso, ligada ao grupo de mobilidade urbana de Curitiba.

Na opinião do mediador, o artista plástico Newton Goto, “o tema deve circular por diferentes públicos a fim de ampliar a consciência e a capacidade de ação, de cidadania”.

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Multicultural

A ocupação do parque faz parte de uma atividade de ‘Inovação Social’, onde as pessoas da cidade aderem espontaneamente com atividades culturais e sociais a fim de enriquecerem o espaço e a si mesmos, com autonomia e iniciativa independentes.

Entre as atividades realizadas, merece destaque a inauguração de um ‘banco de praça de mosaico’, construído coletivamente com resíduos de ladrilhos e liderados por Leda Emi Sew, do grupo Mumo. Também houve a manutenção da Horta Labirinto, com a focalização de Diogo Coneglian e Marcos Mandala, horta com os conceitos de agrofloresta visando a formação de um Banco de Sementes na Terra (formado por variedades crioulas e raras).

Ainda teve o lançamento do livro Copas – 12 cidades em tensão e a distribuição de livros de arte e ativismo contemporâneo, articulado por Invisíveis Produções, EPA! e o grupo Salvemos o Bosque da Casa Gomm.

 

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