Paraná: Seminário debate as consequências da exploração do gás de xisto para o Aquífero Guarani

Representantes da 350.org Brasil, Fundação Cooperlivre Arayara e COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil participam nesta terça-feira, 17, do Seminário “Fracking – Exploração de Gás de Xisto / Consequências sociais, ambientais e econômicas para o Aquífero Guarani.

Com a participação na mesa de debates do fundador e coordenador da COESUS, Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo, que irá mostrar os impactos ambientais, econômicos e sociais desta tecnologia minerária, o encontro acontece a partir das 9h no plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e está sendo articulado pelos deputados Rasca Rodrigues (PV), Maria Vitória (PP) e Pedro Lupion (DEM).

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O governo brasileiro leiloou em 2013 blocos para exploração de gás de xisto em Toledo, 1º PIB agropecuário do Estado, com grande performance na produção de suínos, aves e de grãos. Outras 122 cidades poderão ser atingidas na região Sudoeste onde estão os aquíferos Guarani e Serra Geral, principais reservas naturais que abastecem mais de 4 milhões de paranaenses. As operações de fracking ainda não acontecem no estado por força de uma liminar que suspendeu os efeitos do leilão.

 Argentina

A Assembleia Legislativa do Paraná irá constituir uma Comissão Especial para aprofundar o debate dos impactos ambientais, econômicos e sociais provocados pelo fraturamento hidráulico, chamado fracking, tecnologia altamente poluente e perigosa empregada para exploração de gás de xisto.

Este é o primeiro resultado prático da missão oficial de parlamentares paranaenses que foram à Argentina no começo do mês para conhecer os impactos do fracking. A missão foi articulada pela campanha Não Fracking Brasil, que integra o Observatório Não Fracking América Latina.

Autor do projeto de propõe a proibição da exploração de gás não convencional no Paraná, o deputado Rasca retornou da missão com a convicção de que ‘esta tecnologia não é adequada ao Paraná por provocar a contaminação da água e consequentes danos ambientais numa região de grande produção agrícola”.

Parlamentares

 Além de Rasca, a missão paranaense na Argentina foi composta ainda pelos deputados Márcio Nunes (PSC), Schiavinato (PP) e Fernando Scanavaca (PDT). Também participaram os vereadores de Toledo Vagner Delabio (PMDB) e Tita Furlan (PV), além do Renato Eidt, representando o prefeito de Toledo.

Depois da missão na Argentina, os parlamentares manifestaram preocupação sobre a intenção do governo daquele país em ampliar as operações de fracking até a fronteira com o Brasil. “A região da tríplice fronteira é abastecida pelo Aquífero Guarani e pode ser contaminado, caso se confirme essa intenção”, destacou o deputado Márcio Nunes (PSC).

Assista os vídeos feitos em Allen na região de Rio Negro, onde a produção de maças e peras estão contaminadas por fracking, por Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil, e Juliano Bueno de Araujo, coordenador da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil – durante a missão na Argentina.

Todas as ações da campanha Não Fracking Brasil serão apresentadas e debatidas durante eventos na Conferência para o Clima – COP 21 – que acontece em Paris em dezembro.

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