Coalizão Não Fracking Brasil conquista apoio de lideranças religiosas

Lideranças religiosas de diversas denominações hipotecaram apoio à campanha contra o faturamento hidráulico, chamado fracking, realizada pela Fundação Cooperlivre Arayara, COESUS e 350.org Brasil.

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Fracking é um processo destrutivo usado para extrair gás da rocha de xisto que se encontra no subsolo. É preciso perfurar um poço profundo e injetar milhões de litros de água misturada a centenas de produtos tóxicos e cancerígenos e toneladas de areia a uma pressão alta o suficiente para fraturar a rocha e liberar o gás metano.

“Nosso objetivo é levar informações sobre a ameaça do fracking, uma tecnologia de altíssimo risco de contaminação da água, afetando diretamente a produção agrícola e o abastecimento público, além de eliminar a biodiversidade. É um crime sob o aspecto de sustentabilidade ambiental e humana”, afirma o fundador e coordenador da COESUS, Professor Doutor Eng. Juliano Bueno de Araujo.

Mudanças Climáticas

No momento em que os governantes devem estimular a produção de energias limpas e renováveis para diminuir as emissões dos gases de efeito estufa, o Brasil vai na contramão da história.

Para a diretora da 350.org Brasil, Nicole Figueiredo de Oliveira,  sem consultar a sociedade, o governo brasileiro pretende explorar o gás não convencional (shale gas), o que certamente promoverá um aumento gigantesco nas emissões brasileiras, contribuindo para a intensificação das mudanças climáticas através do incremento da emissão de gases do efeito estufa.

350.org está construindo um movimento global para pressionar os governantes a investirem em energias limpas e renováveis, deixando os combustíveis fósseis no solo”, completa Nicole.

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A campanha Não Fracking Brasil quer impedir que o governo brasileiro utilize este método que contamina as nossas águas, de superfície e aquíferos, polui o ar, torna o solo estéril e causa graves doenças nas pessoas, como câncer e problemas neurológicos, entre outros danos irreversíveis à saúde.

Proteger a água e a natureza

Segundo o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), Ivanir dos Santos, o fracking precisa ser combatido, pois devemos proteger a nossa água e defender a natureza de todas as ameaças.

“É preciso abrir espaço em nossas comunidades para debater o tema e ver como ajudar para impedir que isso aconteça no Brasil”, ressaltou.

Além do Babalaô Ivanir dos Santos, entre as lideranças religiosas presentes ao evento que receberam informações sobre os perigos do fracking e manifestaram preocupação estão Paulo Maltz, presidente da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, Diácono Nelson Águia, da Arquidiocese do Rio de Janeiro,  Lusmarina Campos Garcia, Presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro, Hércules Aquilini, Bispo da Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Monge Nityuu Correia, Arcebispo do Budismo no Brasil, Raga Bhumi, do Hare Krishna, e Marilúcia Ribeiro Pinheiro, da Fé Bah’ai.

DSC_0291Após reunião na sede do Clube Israelita do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, as lideranças  seguiram para o calçadão de Copacabana para a participar da 8ª Caminhada pela liberdade Religiosa: Eu tenho fé” promovida pela CCIR.

Representantes do candomblé, umbanda, católicos, budistas, muçulmanos, judeus, wiccanos, hare krishnas, ciganos, dentre outros se fizeram presentes. Além de novos adeptos como mórmons e bases evangélicas.

Para saber mais sobre a campanha, acesse www.naofrackingbrasil.com.br

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