Brasil diz NÃO ao Fracking, mas governo insiste em leiloar novos blocos para exploração de gás de xisto

Sem transparência e contrariando o que deseja a sociedade brasileira, a Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP) leiloa hoje (07) 266  novos blocos para conceder a empresas petrolíferas internacionais e nacionais direito à exploração de gás de xisto (shale gas) por fraturamento hidráulico, o chamado Fracking.

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A COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil, 350.org Brasil e Fundação Cooperlivre Arayara acompanham esta rodada, que acontece às 9 horas no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro. Lideranças dos sindicatos rurais patronais de diversos estados , cooperativas agrícolas, lideranças do movimento climático e ambientalista, cientistas e especialistas em energias renováveis que apoiam a campanha nacional e internacional estarão presentes.

“Lamentamos a intransigência da agência e do governo federal em não respeitar o direto das pessoas saberem dos riscos a que estão sendo submetidas. Fracking contamina a água, torna o solo infértil e polui o ar. Fracking mata!”, alerta o coordenador nacional da COESUS, Dr. Eng. Juliano Bueno de Araujo.

No último domingo, milhares de brasileiros e pessoas de diversos países foram às ruas para dizer NÃO ao faturamento hidráulico. A maior manifestação aconteceu na cidade de Toledo, uma das 122 cidades do Paraná que ainda não tem fracking por força de uma liminar que suspendeu os efeitos da 12ª Rodada realizada em 2013. Na Inglaterra, ativistas anti fracking de Lancashire marcharam pelas ruas de Manchester em solidariedade à luta brasileira.

Seminários

 Para promover a discussão e demonstrar aos participantes do leilão os impactos nocivos que o fraturamento hidráulico poderá provocar em nosso país, a Coalizão Não Fracking Brasil promoverá simultaneamente dois seminários.

“Fracking = A ameaça para Amazônia” irá reunir lideranças e representantes de povos indígenas do Acre, que debaterão os impactos que o fracking trará para a região da Serra do Divisor, no Vale do Javari. Contaminação da água, eliminação da biodiversidade, fim da economia local são alguns dos danos irreversíveis se esta tecnologia for implantada na Amazônia Ocidental.

O outro seminário será “Fracking = O fim da agricultura brasileira” que irá reunir agricultores e engenheiros agrônomos e ambientais para debater os efeitos nocivos à água e ao solo, que pela contaminação estarão impróprios para a produção de alimentos, agropecuária e até para abrigar pessoas e animais.

O que é Fracking

 Fracking é um processo destrutivo usado para extrair gás da rocha de xisto que se encontra no subsolo. É preciso perfurar um poço profundo e injetar milhões de litros de água misturados a centenas de produtos tóxicos e cancerígenos e toneladas de areia a uma pressão alta o suficiente para fraturar a rocha e liberar o gás metano.

Em todo o mundo, as comunidades estão exigindo a proibição imediata desta prática perigosa, pois contamina a água que serviria para o consumo humano, indústria e agricultura e também os lençóis freáticos com centenas de produtos químicos utilizados no processo. Além dos impactos ambientais, econômicos e sociais, o fracking já está associado a terremotos e também contribuiu para as mudanças climáticas.

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