Tremores relacionados ao fracking estão batendo recordes no Reino Unido

Tremores relacionados ao fracking estão batendo recordes no Reino Unido

Organismo de acompanhamento geocientífico britânico reportou um grande tremor na última segunda-feira

De acordo com um artigo originalmente publicado pelo The Ecologist, um tremor de 2.9 na Escala Richter foi sentido pela população na última segunda-feira (26), próximo ao único local do Reino Unido que unidades de fraturamento hidráulico (fracking) ativas. A atividade sísmica foi sentida menos de dois dias após um tremor de 2.1 na Escala Richter, que até então era o recorde na instalação.

De acordo com o British Geological Survey (BGS), organismo de acompanhamento geocientífico britânico, este é o terceiro tremor ocorrido na Preston New Road, em Lancashire (UK).  Os acontecimentos levaram à suspensão das operações no local, visto que a política de rotina afirma que o fracking deve ser interrompido durante 18 horas após qualquer tremor maior que 0.5 na escala. 

Porém, segundo a autoridade de Petróleo e Gás britânica, as operações permanecerão suspensas enquanto são recolhidos dados deste e de outros eventos sísmicos recentes e, assim, considerar se as atividades de fraturamento hidráulico seguem sendo adequadas para o local. 

Após os três grandes tremores, um grupo ambiental local chamado “Friends of the Earth” solicitou a proibição total do fraturamento na região, alegando que a situação está ficando fora de controle. 

Como funciona o fracking

O fraturamento hidráulico (fracking) é uma tecnologia utilizada para a extração do gás do folhelho pirobetuminoso de xisto. Para fraturar a rocha e liberar o gás de xisto, empresas privadas que exploram esse recurso fazem uma profunda perfuração no solo, para inserir uma tubulação e injetar, sob alta pressão, de 7 a 30 milhões de litros de água, além de areia e mais de 700 produtos químicos tóxicos e com potencial cancerígeno.

A prática pode causar a contaminação da água potável tanto na superfície quanto nas fontes subterrâneas e a esterilização do solo, tornando-o infértil para a agricultura. Esses efeitos têm o potencial de inviabilizar também a pecuária e o turismo. Outro impacto previsto é a elevação do risco de danos graves e irreversíveis à saúde, como problemas respiratórios, cardíacos, neurológicos, vários tipos de câncer, má formação congênita, esterilidade em mulheres, aumento da mortalidade infantil e perinatal, nascidos de baixo peso e partos prematuros.

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