Vaca Muerta entra em greve após morte de trabalhador

Campos de exploração de gás e óleo de xisto por meio de fracking já experienciaram cinco acidentes ao longo de 2019

Na última terça-feira (20), uma medida de força foi tomada pelo Sindicato de Petróleo e Gás Privado por causa de uma explosão de um poço de petróleo em Neuquén, na Argentina e também em Rio Negro e La Pampa. Foi iniciada uma greve total com duração de 24 horas, impulsionada pelas bases operárias e que reflete a periculosidade da extração de óleo e gás de xisto na região.

Na ocasião, um operador morreu e outros três ficaram feridos em outro acidente. “Apenas este ano, cinco trabalhadores já se envolveram em acidentes que, na verdade, não podem ser considerados dessa forma. Os ocorridos são consequências da insegurança e impossibilidade de controlar uma técnica que ataca o meio ambiente”, afirma o organizador de campanhas da 350.org América Latina, Ignacio Zavaleta.

“O pior é saber que estes ‘acidentes’ estão acontecendo em zonas de produção alimentícia, como peras e maçãs. As empresas petrolíferas prometem prosperidade, mas deslocam tudo que está em seu caminho e o resultado é este que, infelizmente, acompanhamos agora”, explica. “Dessa forma, é possível notar que não existem efeitos positivos vindos do fracking, só vemos destruição”, complementa Zavaleta.

De acordo com o secretário geral do Sindicato, Guillermo Pereyra, a morte e os feridos mostram claramente o processo de relaxamento das medidas de segurança por parte das empresas responsáveis, entre elas a ExxonMobil. Segundo fontes policiais em Neuquén, “o fato surgiu como resultado da explosão de uma caixa de engrenagens de bomba afogada, que enche um poço de água.

Pereyra exigiu que sejam tomadas as medidas de segurança necessárias para garantir a vida e o bem-estar dos trabalhadores. “Parece que estamos pregando no deserto porque as empresas só se preocupam em cumprir com os honorários e se distraem quando se trata de tomar medidas para proteger seus trabalhadores. Não pode continuar assim”, disse ele. A medida de força também inclui a suspensão da tabela de paridade até esta semana.

  • Com informações de Infobae, Ignacio Zavaleta e Juanjo Dutto

Paulinne Rhinow Giffhorn — jornalista da Fundação Internacional Arayara e da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS).

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