Brasil ocupa a 22ª posição no Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas

Embora esteja à frente de todos os países da América, classificação já está três posições abaixo do relatório apresentado em 2017

Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas

Ranking geral do Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas

Após três anos da adoção do Acordo de Paris, as ações mundiais ainda não são suficientes para manter o aquecimento global abaixo de 2ºC. Já é de conhecimento que o aquecimento global seguirá avançando — visto que os recordes de emissões de CO2 tem sido superados a cada ano. De acordo com o relatório do Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas (CCPI), desenvolvido e publicado pela Germanwatch, organização não governamental de Bonn, na Alemanha, que busca influenciar políticas públicas sobre o comércio, meio ambiente e relações entre os países, serão necessárias forças mais ambiciosas para alcançar tais metas — destacando a indispensabilidade de agir com urgência.

O Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas foi desenvolvido para trazer transparência à política climática internacional, colocando uma certa pressão política nos países que têm falhado em suas medidas para proteger o meio ambiente e, além disso, destacar os países que têm apresentado boas práticas na questão. Baseada em quatro categorias, entre elas energias renováveis, níveis de gases poluentes, uso energético e políticas climáticas, a classificação traz o Brasil como o melhor colocado entre os países da América, ocupando a 22ª posição.

“Embora o país esteja em uma posição relativamente favorável, é preciso destacar que já estamos três posições abaixo do relatório apresentado em 2017 . O que preocupa também é o fato de o Brasil estar enfrentando muitos desafios em no que se diz respeito à políticas climáticas, visto que vivemos um cenário de grande negacionismo”, explica o diretor interino da 350.org Brasil, Rubens Born. Conforme o relatório divulgado este mês, o país se destaca pela redução das emissões de gases de efeito estufa e pela utilização de energias renováveis para gerar energia elétrica — pecando com poucos projetos dentro da área das mudanças climáticas.

Ainda de acordo com o Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas, o Brasil desempenhou um papel ativo nas negociações internacionais no passado — sendo sede de grandes tratados internacionais como a ECO-92 e Rio+20 — porém estratégias adotadas pelo governo eleito podem enfraquecer seu papel como protagonista na área. “Já estamos vivenciando um aumento significativo nos desmatamentos na Amazônia, cerca de 14%, de acordo com dados apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em novembro. Se projetos defendidos pelo presidente eleito, como o de desmontar o controle ambiental, forem levados à frente, tudo isso pode se perder”, finaliza Born.

Paulinne Rhinow Giffhorn — jornalista da Fundação Internacional Arayara e da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS).

Email : paulinne@naofrackingbrasil.com.br

Telefones : (41)99823-1660 ou (41) 3240-1160 (comunicação)

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