Brasil recua candidatura para sediar Conferência do Clima da ONU

Evento seria realizado em novembro de 2019. Entre os motivos da desistência estão restrições orçamentárias e transição governamental

Brasil recua candidatura

Em 2017, o ex-ministro do Meio ambiente, Sarney Filho, declarou em Bonn, Alemanha, que o Brasil havia todas as condições para sediar a COP-25 (Créditos: Petronotícias)

Após ter confirmado, em outubro, a candidatura brasileira para sede da 25ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-25), o governo recuou sua oferta na noite de terça-feira (27). De acordo com o comunicado oficial, obtido e traduzido pelo jornal O Globo, os motivos da abstenção foram restrições fiscais e orçamentárias, além do processo de transição para a administração recém-eleita.

Anteriormente, a participação no evento que seria realizado entre os dias 11 e 22 de novembro de 2019, havia sido divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores como sinal do “papel de liderança mundial do país em temas de desenvolvimento sustentável, em especial no que se refere à mudança do clima”. A nova sede será divulgada e confirmada durante a COP-24, a ser realizada entre os dias 2 e 14 de dezembro, em Katowice, na Polônia.

Para o diretor interino da 350.org Brasil, Rubens Born, o Brasil exerce liderança no campo internacional há muitos anos, participando de diversos eventos e conferências, como a Rio+20 e a Rio 92, processos que consagraram o Rio de Janeiro para o desenvolvimento sustentável, além da participação ativa na criação de tratados, como o Protocolo de Quioto. “Desde a criação da Organização das Nações Unidas, em 1945, o Brasil tem sido protagonista e, sobretudo, no campo de desenvolvimento sustentável, tem exercido um papel fundamental”.

“Portanto, é preocupante perder a oportunidade de manter esse papel de liderança global. Seria extremamente necessário mostrar que o país segue firme com as responsabilidades adquiridas para com o mundo – promovendo a transição de energias limpas e renováveis, que são muito mais rentáveis para a economia e para a população, e também agricultura de baixo carbono. Além disso, a atitude prejudicará, a economia e as exportações. Em outras palavras, essa desistência é lamentável”, finaliza Born.

Paulinne Rhinow Giffhorn — jornalista da Fundação Internacional Arayara e da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS).

Email : paulinne@naofrackingbrasil.com.br

Telefones : (41)99823-1660 ou (41) 3240-1160 (comunicação)

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