Povos indígenas do Mato Grosso em alerta contra testes sísmicos

Líder indígena Kretã Kaigang apresenta perigos do fracking no Parque do Xingu.

Ativistas ambientais estão percorrendo o estado para alertar sobre testes em curso no território para futura exploração de gás pelo método fracking

Representantes da 350.org Brasil e América Latina, da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS) e da Fundação Arayara estão percorrendo o estado do Mato Grosso para realização de palestras de alerta sobre os perigos da exploração de gás não convencional pelo fraturamento hidráulico – o fracking.

Os encontros visam orientar as comunidades para a proibição de testes sísmicos, que já vem sendo realizados no território pela empresa Global Serviços Geológicos, sem licença ambiental. Pesquisadores apontam que os testes sísmicos e as pesquisas são tão nocivos quanto a tecnologia do fracking e podem causar impactos ambientais, econômicos e sociais. Testes realizados no Paraná, causaram danos a diversos imóveis e buracos no solo em áreas rurais.

O líder indígena Kretã Kaigang, coordenador do programa indígena da 350.org Brasil, faz parte da equipe que, nesta quarta-feira, participou de um encontro com lideranças de povos indígenas no Parque do Xingu. “Foi uma honra estar aqui junto a mais de 15 povos. A gente vem pedir a união dos povos do Brasil, para dizer ao mundo que não vamos aceitar o fracking. Que não deixaremos que as terras indígenas sejam invadidas por essa tecnologia do gás da morte, que nao deu certo em outros países e não vai dar certo aqui”, afirma Kretã.

“Nós povo do Xingu seremos contra essas atividades ao redor das nossas terras, que possam prejudicar nossas cabeceiras de rios. Não aceitamos que essas pesquisas continuem na nossa região e é importante que os povos indígenas de outros estados também saibam que isso vai trazer problemas para as gerações futuras”, afirma o líder indígena Winti Ksedje.

Os locais estão sendo visitados com apoio de sindicatos rurais, cooperativas agrícolas, clubes de serviço, Igreja Católica e  povos indígenas que poderão ser afetados pelas pesquisas sísmicas e pela futura exploração de gás de xisto e outros hidrocarbonetos.

 

 

 

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