Acadêmicos da UNIESP de Presidente Prudente (SP) participam de palestra sobre fracking

 

Evento fez parte da VIII Semana Jurídica – Direitos Sociais no Cenário Brasileiro – e abordou aspectos da legislação que proíbe nas cidades operações para a exploração do gás de xisto

 

Avançam no Oeste de São Paulo as palestras e seminários que disseminam informações sobre o fraturamento hidráulico, ou fracking, tecnologia altamente poluente usada para a exploração do gás não convencional a partir da rocha de xisto (folhelho pirobetuminosos) que está no subsolo.

 

Palestra para acadêmicos da UNIESP sobre os riscos da exploração do gás de xisto para o Aquífero Guarani.

 

No última terça-feira, 22, o auditório da UNIESP ficou lotado para três especialistas apresentarem os riscos e perigos do fracking e seus impactos para o Aquífero Guarani, o reservatório de água doce que liga Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

De acordo com o advogado ambientalista e coordenador regional da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, José Lira, “querem destruir o Aquífero Guarani, a segunda maior reserva de água doce do mundo, com a exploração do gás da morte”.

Advogado ambientalista e coordenador regional da COESUS. Dr. José Lira.

A região do Oeste Paulista tem diversos municípios que estão na rota do fracking, inclusive com o subsolo já leiloado pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) e a COESUS e 350.org Brasil realizam uma força tarefa para informar a população dos impactos que essa atividade minerária provoca para o ambiente, para a economia e para as famílias. “Soma-se a tudo isso a contaminação das águas subterrâneas, como o Guarani e o Serra Geral, que são nossas fontes vitais e podem abastecer a população mundial por até 150 anos”, alerta.

Além do coordenador regional da COESUS, também participaram do seminário o Procurador da Justiça Dr. Luis Roberto Gomes, e o professor Dr. Galileu Marinho. Todos enfatizaram a importância de se aprovar uma legislação municipal que proíba operações de fracking, adotando o modelo de Projeto de Lei idealizado pela campanha Não Fracking Brasil e que está disponível para todas as Prefeituras e Câmaras de Vereadores do país.

O interesse dos acadêmicos, professores e funcionários da UNIESP foi tanto que já foi agendado uma nova rodada de palestras, já agendada  para o dia 04 de outubro. Outros eventos estão sendo realizados em toda a região para informar e mobilizar a população para importância de banirmos o fracking e assim proteger nossas reservas de água, nosso solo produtivo, a saúde das pessoas e a biodiversidade.

 

 

Nova palestra está marcada para o próximo dia 04 de outubro de 2017.

 

 

Por Silvia Calciolari

Fotos: COESUS/350Brasil

 

 

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