LIBERTE-SE: Seis meses após tragédia de Mariana, vídeos mostram o drama dos impactados pela lama na foz do Rio Doce

Em 5 de novembro de 2015, o mundo assistiu estarrecido, quase em tempo real, o que se configuraria ser um desastre ambiental de enormes proporções. Seis meses depois de ver a lama da Samarco/BHP/Vale viajar de Mariana, em Minas Gerais, até à foz do Rio Doce no Espírito Santo e seguir para litoral da Bahia e do Espírito Santo, os habitantes dos três estados ainda tentam assimilar os impactos ambientais, econômicos e sociais causados pela lama.

Na foz do Rio Doce no Espírito Santo, na cidade de Linhares, o cenário é de completa desesperança. Para amplificar a voz de lideranças indígenas, pescadores e comunidades tradicionais que vivem no litoral capixaba, a 350.org Brasil e COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade – produziram uma série de quatro vídeos que registra a memória desta tragédia: 1 – Rio Doce – A Tragédia Não Terminou; 2 – Aracruz; 3 – 40 Anos de Devastação; e 4 – A Terra Sem Males.

Os vídeos trazem depoimentos de pescadores impactados pela lama da Samarco/BHP/Vale e de lideranças indígenas que também tiveram seu território desmatado pela Aracruz Celulose e invadido pelo gasoduto da Petrobrás.

Para ver os vídeos, basta acessar Liberte-se.org .

 

Seis meses de impunidade
6 meses da Samarco-40
“Após décadas de descaso e violência do Estado e da indústria dos combustíveis fósseis, seis meses se passaram sem que nenhum sinal de punição aos responsáveis e apoio às famílias impactadas pela lama tenha ocorrido”, alerta Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina.

Há décadas que o litoral do Espírito Santo vem sendo degradado pelos incontáveis projetos da indústria dos combustíveis fósseis – on e offshore – que eliminam a biodiversidade e impactam severamente o povo capixaba, especialmente pescadores, povos indígenas e comunidades tradicionais.

Para o fundador da COESUS e coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org, Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo, “o desastre da Samarco mostrou que o licenciamento ambiental, ao invés de enfraquecido e anulado como tem ocorrido, deve ser reforçado uma vez que não estamos seguros enquanto houver projetos de mega mineração e combustíveis fosseis em nossas terras”.

O exemplo maior desta indústria suja e perversa é o Estaleiro Jurong Aracruz localizado bem no centro dos problemas ambientais e sociais da região. Sem uma ampla consulta às populações impactadas, o estaleiro foi construído em Barra do Riacho no município de Aracruz sobre uma região que abriga o mais importante banco de corais do Atlântico Sul causando a extinção de espécies que só viviam ali. Após Jurong Aracruz foi decretado o extermínio de uma espécie de cavalo marinho (Hippocampus reidi) e da estrela-do-mar (Oreaster reticulatus), esta última integrante da lista vermelha dos animais em extinção.

Suja, perversa e injusta em sua essência, a indústria petrolífera e suas similares estão com os dias contados para dar lugar a um novo sistema de produção de energia 100% limpa, sustentável e com justiça climática. Para conter o aumento do aquecimento global, temos que deixar os fósseis no solo e partir para as renováveis como solar, eólica, hídrica e de biomassa.

 

libertese_escuroVamos nos libertar dos combustíveis fósseis!

Para pedir o fim deste legado de destruição que se repete em várias regiões do Brasil e praticamente todos os países, milhões de pessoas no mundo se mobilizam para dizer NÃO à indústria dos combustíveis fósseis.

Entre 2 e 15 de maio acontece o movimento global ‘LIBERTE-SE DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS’ (Break Free 2016) que pretende chamar a atenção para as mudanças climáticas causadas ao meio ambiente e às populações pela queima de carvão, gás e petróleo.O movimento global LIBERTE-SE defende a permanência no solo do carvão, petróleo e gás no subsolo e prevê ações diretas e pacíficas em vários países no mesmo período pedindo o desinvestimento em fósseis como única alternativa para conter as mudanças climáticas.

No Brasil, as ações estão sendo conduzidas pela 350.org Brasil em parceria com a COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade – Fundação Cooperlivre Arayara, Rede Paraense Evangélica de Ação Social, Fórum Ceará no Clima, Cáritas Regional Paraná e diversas entidades e organizações brasileiras.

Para saber mais detalhes e como participar basta acessar http://liberte-se.org/ .

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